quarta-feira, janeiro 28, 2009

Danço


Descoberta no invisível, envolta em véu de electrões fiado, apareceste modesta e bela, esculpida a cinzel em mãos de artífice sagaz.
Menina ardente entre livros guardada. De coração deserto fugido a beijos magoados, no pranto dos dias que teimavam em te esconder de mim.
Quebraram-se barreiras, o mundo transformou-se em partículas de leitura fácil, branco no preto. Volumes de informação que descodificamos, antes da palavra saída, partilhando o mesmo código que nos atrai.
Encontrei-te nua e serena a guardar o domínio perene, agora aberto à conquista.
Seios entumecidos perante a alva que se agiganta, em mesura afável ao toque tímido.
Por instantes perco a noção dos sentidos. Embalado por ténue cinética,
Danço contigo as palavras que sonhas da minha boca.